terça-feira, fevereiro 20, 2007

Final Fantasy XII

Corria o ano de 1987 e uma pequena empresa nipónica, a Square, encontrava-se à beira da falência, quando um dos seus desenhadores gráficos, Hironobu Sakaguchi, decidiu criar uma última aventura gráfica para dar o desfecho à empresa: Final Fantasy - A fantasia final.

Dez anos depois, enquanto a Playstation 2 dá as últimas, a gigante multimilionária Square Enix lança o 12º capítulo central da sua fantasia de tema filosófico.

A história desenrola-se em torno do reino de Dalmasca no continente de Ivalice. Dalmasca que se manteve neutra nas passadas guerras entre países vizinhos, vê-se agora conquistada pelo reino de Archadia.

Vaan, um jovem ladrão de rua, aventura-se na demanda de "recuperar" tesouros da coroa de Dalmasca, metendo-se no meio de uma guerra cívil, onde conhece Balthier, outro aventureiro que busca ironicamente o mesmo que Vaan, o que o obriga a fugir com a dita relíquia levando a motorizada aérea de Fran, sócia de Balthier. Esta fuga porporciona a Vaan um encontro com Ashe, líder do movimento rebelde de Dalmasca, quem mais tarde vem a descobrir que na verdade trata-se a herdeira legítima do trono, julgada ter-se suicidado após morte do rei.

A narrativa, como é hábito na saga, vai-se então complicando: Vaan, Balthier e Fran são presos por Vayne, representante imperial. Ao fugir da prisão, o trio dá de caras com mais uma personagem-chave no desenrolar da acção, Basch fon Ronsenburg, o suposto traidor responsável pelo regicídio, irmão mais velho de Vaan. Na realidade, o verdadeiro traidor revela-se um segundo irmão de Vaan, gémeo de Basch, um juiz de Ivalice (o cargo de juiz na hierarquia de Ivalice é extremamente elevado, dado que a sua jurisdição alarga-se por todo o continente).

Após uma habitual complexa introdução, a história evoluí para um ainda mais complexo nível. Tal como nos capítulos anteriores, a verdade por detrás de toda a trama é revelada aos poucos. O principal objectivo do jogo deixa simplesmente de ser reconstituir a independência e a liberdade de Dalmasca, só se tendo uma clara ideia de tudo no brilhante final.

O jogo conta com um inovador sistema táctico de combate que se faz em tempo real, o que dá uma nova abrangência ao conceito de "combate por turnos". O dinheiro e itens são agora mais difíceis de adquirir, sendo introduzido para além da tradicional venda e compra de itens, a necessidade de comprar as respectivas licenças. Os cenários e as culturas dos diferentes povos do jogo continuam a ser baseados em culturas e civilizações existentes (ou extintas), mas com especial relevo nas civilizações do Médio Oriente e Norte de África, especialmente no que diz respeito à arquitectura.

E com isto, o canto do cisne continua, já com notícias de continuar na próxima geração de consolas.

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